• Carlos Henrique Rutz

O DIA EM QUE VI JUDAS ASSINANDO UM CONTRATO

Atualizado: há 7 dias

Antes que os desprevenidos tenham um faniquito, não falaremos do 13º elemento da Santa Ceia, o beijoqueiro de Jerusalém, o padroeiro da trairagem. O Judas de hoje não é uma pessoa, é uma ideia... calma, vou explicar.


Em outubro de 1980, a revista DC COMICS PRESENTS trouxe uma história zero bala de um grupo "recauchutado". Os NOVOS Titãs. O Robin tava lá, o Kid Flash e a Moça-Maravilha também. Só que agora, nas mãos de Marv Wolfman e George Pérez. Ambos morando perto um do outro e trocando ideia em tudo que é café, breja e sei lá que outras substâncias uniam os dois. Só que, agora, eles não eram mais apenas Titãs ou "Turma Titã" como foram no Brasil, sempre em histórias coadjuvantes estreladas pelos coadjuvantes parceiros-mirins do Batman, Flash e Mulher-Maravilha, agora eles carregavam NOVOS na frente e não faltou novidade.


Só pra começo de conversa, o Mutano ressurge ali como o personagem que conhecemos hoje em dia. Além disso, são criados Estelar, Ravena, Cyborg e o maior inimigo do grupo, o Exterminador. A revista foi um sucesso imediato e tratou a ex-turma com o devido respeito e uma linguagem ágil, moderna, engraçada, ao mesmo tempo em que trazia arcos sérios e mostrava conflitos internos dos personagens, que estavam em pleno processo de amadurecimento. Eles não seriam uma filial da Liga nem um puxadinho dos heróis principais. Ninguém se chama TITÃ se precisa pedir permissão até pra assistir TV até tarde.



Já um sucesso de público e crítica, com