• Diogo Martins

Dinastia X e Potências de X e o futuro dos X-men.

Agora que a saiu a última das 4 edições da série dos X-men contendo Dinastia X e Potências de X, como foi o arco e como ficam as revistas X daqui para frente.

Quem me conhece sabe, X-men são meus heróis e meus quadrinho preferidos “of all time”. Com certeza, essa revistinha com um grande X na frente é a série que eu mais li de todas. Talvez porquê tenha sido uma das primeiras HQs que minha mãe comprou pra mim. Sim, quando eu tinha 8, 9 anos, minha mãe comprava quadrinhos pra mim, sem eu nem pedir. Conan era uma das que ela mais comprava, ainda em preto-e-branco. Eu lia e depois pintava tudo.

Mas, de todas as revistas e histórias, a que mais me lembro foi a de um cara baixinho, peludo, vestido de amarelo, com garras saindo de suas mãos, que caçava um cervo pelas florestas e era o melhor naquilo que fazia. Dali pra frente eu só queria saber quem era o “Uolverine” (a maneira que eu encontrei de pronunciar um nome que começava com W, aos 8 anos de idade). E depois, para chegar aos X-men foi um pulinho. Dali eu virei um leitor bem eventual, afinal que criança de 8 anos tem dinheiro para comprar revistinha todo mês? Mas foi na década de 90 que eu realmente virei fã, Chris Claremont nos roteiros e Jim Lee nos desenhos, Equipe Azul, Equipe Dourada... Na minha opinião, ainda é a melhor fase dos mutantes.

Sim, li muito X-men, mas também fiquei muitos períodos sem ler. Quando um arco particularmente chato me entediava, ou a grana ficava curta, eu parava. Mas, eu sempre volto. Sempre. E todas as vezes que eu retorno, é como se reencontrasse amigos de infância, sabe. Que precisam colocar a conversa em dia, mas sempre descobrem que continuam se gostando como “antigamente”. E foi isso o que aconteceu agora. Depois de uma parada de uns 3 anos, voltei a ler X-men, e não poderia ter escolhido momento melhor.

A Panini resolveu tirar as revistas mensais dos mutantes das bancas e, confesso, isso me confundiu um pouco. "Como assim não tem mais revista dos X-men? Hum, mas tem essa série aqui... Será que é boa?" Estava com sorte e comprei justamente a n° 1. Foi aí que eu descobri que aquela era a primeira edição de uma série de 4 edições e que teriam a missão de “organizar a casa” para só depois, retornarem as edições mensais como estava acostumado. E essas quatro edições trazem os arcos Dinastia X (House of X) e Potências de X (Powers of X), e que lá fora, também serviram ao mesmo propósito, arrumar a “zona” que estava a cronologia e as revistas X.

Mais uma vez, a “raça” mutante tenta encontrar um lugar para chamar de seu, uma nação mutante, um local onde possam finalmente sentirem-se seguros. Tá, eu sei, Asteroide M, Genosha... sempre deu m&%$@#. Mas, parece que dessa vez as coisas vão ser diferentes. Até a escolha do local me parece ser um tanto quanto “sabática”. A escolha dessa vez foi Krakoa, a Ilha Viva. Coincidência ou não, o mesmo local onde a equipe original dos X-men (Jean Grey, Ciclope, Anjo, Fera e Homem de Gelo) se perdeu e o Professor X teve que convocar uma nova equipe para resgatá-los. Equipe essa da qual fazia parte o meu querido “Uolverine” (Tempestade, Wolverine, Colossos, Destrutor, Noturno e Pássaro Trovejante).


Não quero dar muitos spoilers, mas basicamente, Professor X e Magneto, finalmente se unem em um ideal conjunto e criam, na marra, a nação mutante soberana de Krakoa. A série conta como eles chegaram até ali e guarda algumas ótimas surpresas, incluindo uma forma de “reconstruir” a raça mutante, quase extinta nos últimos anos. O roteiro de Hickman é interessante, coeso e te mantem interessado. è um pouco confuso no começo, mas logo as coisas começam a fazer sentido. Em termos de arte, não preciso nem dizer, né. Larraz e o nosso RB estão fantásticos.

A série conta com roteiros de Jonathan Hikman e desenhos de Pepe Larraz (Dinastia X) e do brasileiríssimo R. B. Silva (Potências de X) e a quarta edição saiu esse mês. Aqui em terras brasiniquins, a edição fica por conta do grande Matheus Ornellas, adaptação de Leonardo "Kitsune" Camargo, letras de Donizeti Amorin e tradução do lendário Mario Luiz C. Barroso. E, a partir de agora, ela se torna a nova série mensal dos mutantes, continuando a contagem, do número 5 em diante, em formato encadernado (assim como a série) e nos mesmos R$ 24,90. Nelas, estarão contidas as revistas X-Men, Novos Mutantes, Carrascos, Excalibur, Anjos Caídos e X-Force. Gostei e muito do que eu li e pretendo, com toda certeza, continuar lendo por algum tempo.


Assine a nossa Newsletter 

  • Facebook

O CCQ - Circuito Catarinense de Quadrinhos é um projeto multi plataformas que celebra o universo das Hqs, que conecta fãs de quadrinhos com artistas e criadores.

CCQ ® 2020. Todos os direitos reservados.