10 PERGUNTAS PARA RICK LEONARDI


por Mario Luiz C. Barroso

Rick Leonardi nasceu em 9 de agosto de 1957 na Filadélfia, mas cresceu no estado de Massachusetts. Fortemente influenciado pela arte de Joe Kubert, Rick se formou no Dartmouth College em 1979 e, no ano seguinte, entrou na Marvel. Já em 1981, estreou nas páginas de Thor 303. Após trabalhar com o roteirista Bill Mantlo nas minisséries de Manto & Adaga e Visão & Feiticeira Escarlate, Rick se notabilizou por desenhar vários títulos da editora, mas, com a exceção do Homem-Aranha 2099, ele jamais assumiu regularmente qualquer série. Apesar dessa inconstância, ele é muito lembrado pela sua passagem em Uncanny X-Men na época do roteirista Chris Claremont. Segundo o site especializado Comic Vine, após sair da Marvel, o artista trabalhou em várias editoras, entre elas DC Comics, Dark Horse, Valiant, Image e Crossgen, atingindo um total de 522 créditos em histórias em quadrinhos.

1. Depois de trabalhar mensalmente com Peter David na primeira série do gibi Homem-Aranha 2099, parece que você nunca ficou muito tempo em uma revista mensal. Você prefere ser o artista “tapa-buraco” e/ou trabalhar em minisséries? Por quê?

Realmente, depois de Homem-Aranha 2099, eu trabalhei em uma sucessão de projetos “curtos” para empresas como a DC Comics e a Dark Horse. As minisséries do General Grievous, Vader: Comando Perdido, LJA: Fantasmas de Marte (publicada no Brasil em 2008, dentro da revista mensal Liga da Justiça, da Panini) e Aliens vs. Predador: Três Mundos em Guerra são bons exemplos disso. E eu passei mesmo alguns anos atuando como “bombeiro” ou “tapa-buraco” na DC Comics, a começar pela série das Aves de Rapina, passando pelo Asa Noturna, Batgirl e fechando com dez edições de Vigilante. Olhando para trás, esses compromissos mais curtos eram mais adequados à minha vida familiar na época. Meus filhos ainda eram pequenos, mal tinham entrado na escola e começado a praticar esportes, e eu tive tempo para curtir essa fase com eles. E, claro, eu ganhava flexibilidade para entrar em projetos mais independentes como Watson & Holmes. Claro que não planejei tudo isso! Mas acho que foi melhor assim.